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Perguntas frequentes sobre a campanha de financiamento colaborativo para a realização do documentário “Malucos de Estrada””

16/12/2012

Este documento está sendo construído coletivamente e gradativamente.

Se você tem uma pergunta e gostaria de tê-la respondida, use o espaço dos “comentários” para isso.

1 – Porque vocês não buscam financiamento de leis de incentivo ou parcerias com empresas privadas?

O fato de se tratar de um assunto inédito – o que implica na ausência de pesquisas e estudos teóricos reconhecidos que sirvam de referência e legitimidade para os argumentos do trabalho –  e, principalmente, o fato do trabalho basear-se numa quebra de paradigmas – já que busca reconhecimento para uma cultura situada à margem do establishment e milita contra a repressão da institucionalidade – , limita sobremaneira a possibilidade do gestor público compreender e apoiar a importância deste trabalho. Além disso, a vinculação de uma marca a este trabalho, no caso de parcerias com empresas privadas, é uma situação amplamente rejeitada pela posição contra-hegemônica da cultura dos “malucos de estrada”.

Queremos, sobretudo, fazer um documentário independente que tenha a liberdade de expressar vários assuntos e pontos de vista sem amarras institucionais ou de interesses de mercado. Além disso, o financiamento colaborativo por si só cria uma movimentação importante em torno da temática, suscitando desde já a reflexão sobre o tema.

2 – R$ 66.000,00 não é muito dinheiro pra fazer um documentário?

Não é. Podemos inclusive dizer que este valor está longe das condições ideais para a realização de um longa metragem. No entanto, é o suficiente para despesas fundamentais, que podem ser conferidas no nosso orçamento. É importante ressaltar que 17% deste valor cobrirá taxas administrativas da realização da campanha:  10% para o Moip (operadora financeira) e 7% para o Mobilize (plataforma de captação).

Já filmamos com recursos próprios em 9 estados e pretendemos alcançar as regiões norte, centro-oeste e sul para que, de fato, este longa metragem seja representativo da questão no nível nacional. Além disso, outros profissionais serão contratados no momento da finalização do filme (edição, colorimetria, regulagem de som, legendas e design).

Para acessar nosso orçamento:

https://docs.google.com/file/d/0Bz7s8uTp_t0YQXhKejhFUUJBNUk/edit

3 – Porque a campanha está sendo feita em tão pouco tempo?

Em investigações anteriores ao lançamento desta campanha, descobrimos que este tipo de financiamento funciona melhor com um prazo médio de 30 dias. Em campanhas de maior prazo as pessoas tendem a postergar a contribuição e a dinâmica do financiamento se torna morosa. Conhecemos experiências muito bem sucedidas de campanhas para financiamento de filme que foram realizadas em apenas 30 dias e arrecadaram mais de R$ 100.000,00. São elas:  “Belo Monte: anúncio de uma guerra” e “Domínio Público”.

Veja exemplos bem sucedidos de financiamento colaborativo:

http://catarse.me/projects/459-belo-monte-anuncio-de-uma-guerra

http://catarse.me/pt/dominiopublico

4 – Qual a diferença entre um “hippie” e um “maluco de estrada”?

Acreditamos que o movimento hippie já chegou ao Brasil amplamente traduzido, além de carregado de valores próprios da América Latina. Somado à influências diversas, como as matrizes afro-brasileira e indígena, por exemplo, a roupagem hippie ganha uma nova tradução que convergirá na figura do “maluco de estrada”. O artesanato e o nomadismo têm um papel fundamental neste processo, pois por meio deles se estabelecem uma identidade cultural e o consequente reconhecimento de homens e mulheres enquanto “malucos de estrada”.

5 – Se vocês não conseguirem todo o valor desejado, receberei meu dinheiro de volta?

Não contamos com a possibilidade de conseguir um valor abaixo do desejado. Desta forma, há um mecanismo que garante a devolução das doações em seu valor total, mesmo para quem pagou via boleto bancário.

6 – Quais objetivos vocês esperam com o lançamento deste filme?

Acreditamos que o filme trará novas informações, pontos de vista e esclarecimentos para a sociedade acerca da cultura do “maluco de estrada” , suscitará discussões e reflexões, conferirá visibilidade para a questão e incentivará a realização de novas pesquisas,  passos estes essenciais para o reconhecimento do “maluco de estrada” enquanto uma expressão cultural brasileira. Esperamos também inspirar os espectadores neste modo de vida carregado de liberdade e que muitos, um dia, já pensaram seguir.

7 – O que vocês estão chamando de “ação política”?

O Beleza da Margem, além de ser um coletivo de mídia, é um grupo de pessoas engajadas no processo de luta política e afirmação dos diretos dos “malucos de estrada”. Atuamos nas Audiências Públicas realizadas na Câmara dos vereadores de Belo Horizonte, denunciamos no MP as irregularidades cometidas nas apreensões e colaboramos com a Defensoria Pública na elaboração de vários documentos, além de realizamos outras mobilizações e atos políticos.

Recentemente, uma liminar na justiça obrigou a prefeitura de Belo Horizonte a devolver os materiais apreendidos e garantir o legítimo direito dos artesãos exporem nos locais públicos. Diante de tudo isso, esperamos que o filme seja mais uma ferramenta de transformação do atual contexto de repressão que envolve os “malucos de estrada”.

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One Comment
  1. lourdes de souza permalink

    nossa gostei muito do trabalho que vc fas ,os artasanato que vcs fas e muito lindo vcs estâo de parabens bjsss.

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