Hippies retomam mercadorias – Jornal O Tempo
Hippies retomam mercadorias
A liminar foi concedida pelo juiz Gerald Claret de Arantes, da 1ª Vara da Fazenda e Autarquias, no último dia 2 de outubro, em resposta a uma ação impetrada pelos artesãos com a Defensoria Pública. Na decisão, o magistrado afirma que os pertences devem ser devolvidos e que os artesãos podem praticar o comércio na praça. A prefeitura aguarda a resposta de um recurso contra a decisão, impetrado no último dia 22, com base no Código de Posturas do município.
A defensora pública Flávia Marcelle de Morais explicou que entrou com a ação em junho deste ano, com base no fato de que os artesãos não são como os outros comerciantes ambulantes. “Eles não vendem produtos contrabandeados. O que fazem é artesanato. A comercialização na rua faz parte da cultura deles”, disse. Flávia afirmou que vai lutar para que o Código de Posturas seja alterado.
A defensora foi procurada pelos próprios hippies, que disseram ter seus direitos feridos com a apreensão dos artigos. “Esse é o meio de vida que nós escolhemos. Compramos a lã, a pedra e todos os materiais com que fazemos nossas mercadorias aqui. Faz parte de nossa identidade viver na rua”, disse o artesão Wesley Oliveira, 26.
Comemoração. O artesão Gabriel Barbosa, 27, que recuperou ontem parte de suas mercadorias apreendidas, é um dos cerca de 20 que ficam na praça Sete tentando vender suas mercadorias a quem passa.
“Tenho uma filha de 4 anos e sustento minha família com meu artesanato. Quando fiquei sem meus materiais, passei por muitas dificuldades”, desabafou.
Os hippies reclamam de que a ação dos fiscais é quase sempre muito violenta. “Eles vêm com a polícia, que nos manda encostar na parede, e saem levando tudo o que nós temos. Não há nenhum diálogo”, reclamou o artesão Arilson Cristo, 42.
Segundo os hippies, muitos pertences pessoais também são apreendidos nas fiscalizações. “Levam nossas mochilas e bolsas, tudo o que a gente tiver. Teve artesão que já perdeu até mesmo documentos nessas batidas”, contou Messias Tavares, 17.
Outro lado. A prefeitura nega que tenha havido violência nas fiscalizações. Por meio da assessoria de imprensa, o órgão afirmou que as mercadorias ficam sem identificação porque os hippies correm durante a fiscalização, para evitar pagar multa de R$ 1.200 pelo comércio ilegal. (NO)

prefeitura ridicula quer que o povo sai das ruas pra passar uma boa impressao para os turistas que vao vir pro brasil na copa do mundo, mais eles nao vao conseguir esconder nenhuma realidade ai, nao vao conseguir esconder a pobreza a precariedade que as pessoas vivem nesse pais, quem tem internet consegue divulgar pra todo o mundo a situacao precaria e deploravel que o brasil vive .. os artesoes devem ficar la na praça e tambem bem onde eles quiserem o direito do cidadao e ir e vir
finalmente!!!!
Galera!
Essa força pra continuar esta dentro de nós, e adorei conhecer esse projeto, comecei o ano bem!
Tenho amigos artesãos, e tenho orgulho deles.
Estou disseminano pro maximo de pessoas que eu posso. Eu entendi que a missão, acima de tudo, é trazer visibilidade e reconhecimento pra uma cultura que é nossa…!
Beijos
E força na luta!!!