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Campanha de financiamento colaborativo. Participe!

Malucos de Estrada – A reconfiguração do movimento “hippie” no Brasil from Coletivo Beleza da Margem on Vimeo.

Para contribuir, visite nossa página: mobilizefb.com/malucosdeestrada

Imagine a oportunidade de mostrar num filme um modo de viver que poucos conhecem e capaz de inspirar tanta gente!

Sonhos, arte, poesia, cooperação, liberdade, revolução, desapego, igualdade, lutas… Sentimentos e ações que muitas vezes reprimimos em razão dos padrões sociais pré-estabelecidos, mas que são vividos intensamente por homens e mulheres que botaram uma mochila nas costas e o pé na estrada. Mas quem são eles? Como vivem? Em que acreditam?

O filme “Malucos de estrada: a reconfiguração do movimento hippie no Brasil” é uma iniciativa inédita que busca esclarecer a sociedade acerca da riqueza deste universo cultural e colocar em discussão o atual processo de repressão que os artesãos vêm sofrendo.

A urgência e relevância em lançar-se luz sobre esta cultura é que sua “sobrevivência” e “integridade” estão gravemente ameaçadas por todo este processo de repressão e preconceito que sofrem.

Acreditamos que este documentário será o ponto de partida para o amplo reconhecimento do “maluco de estrada” como expressão cultural brasileira.

Este será um filme lançado pela internet com livre acesso para que se converta num produto da sociedade.

Esse movimento é sobretudo uma luta para que vivamos de fato numa sociedade democrática, que permita e saúde a coabitação, entrelaçamento e diálogo de  diferentes cosmovisões, interesses e saberes, potencializando ao máximo o bem-estar coletivo.

Faça parte desta iniciativa conosco! Contribua para realização do filme e compartilhe nossa página: mobilizefb.com/malucosdeestrada

Contato: belezadamargem@gmail.com
Site: belezadamargem.com

Ficha Técnica:

Realização Coletivo Beleza da Margem

Direção: Rafael Lage
Produção: Cyro Almeida
Ass. de produção: Ariane Soares
Câmera: Barnabé, Douglas Resende, Gustavo Policarpo, Moacir Gaspar, Wesley Hudson
Edição de som: Nelson Pombo
Edição de imagem: Flávio Charchar

Trilha sonora:

Ricardo Mira – Além das Aparências
Ponto de Equilíbrio – Só quero o que é meu

Assista ao nosso primeiro documentário, lançado em 2011 e visto por mais de 200 mil pessoas: “A criminalização do artista – como se fabricam marginais em nosso país”

Perguntas frequentes sobre a campanha de financiamento colaborativo para a realização do documentário “Malucos de Estrada”"

Este documento está sendo construído coletivamente e gradativamente.

Se você tem uma pergunta e gostaria de tê-la respondida, use o espaço dos “comentários” para isso.

1 – Porque vocês não buscam financiamento de leis de incentivo ou parcerias com empresas privadas?

O fato de se tratar de um assunto inédito – o que implica na ausência de pesquisas e estudos teóricos reconhecidos que sirvam de referência e legitimidade para os argumentos do trabalho –  e, principalmente, o fato do trabalho basear-se numa quebra de paradigmas – já que busca reconhecimento para uma cultura situada à margem do establishment e milita contra a repressão da institucionalidade – , limita sobremaneira a possibilidade do gestor público compreender e apoiar a importância deste trabalho. Além disso, a vinculação de uma marca a este trabalho, no caso de parcerias com empresas privadas, é uma situação amplamente rejeitada pela posição contra-hegemônica da cultura dos “malucos de estrada”.

Queremos, sobretudo, fazer um documentário independente que tenha a liberdade de expressar vários assuntos e pontos de vista sem amarras institucionais ou de interesses de mercado. Além disso, o financiamento colaborativo por si só cria uma movimentação importante em torno da temática, suscitando desde já a reflexão sobre o tema.

2 – R$ 66.000,00 não é muito dinheiro pra fazer um documentário?

Não é. Podemos inclusive dizer que este valor está longe das condições ideais para a realização de um longa metragem. No entanto, é o suficiente para despesas fundamentais, que podem ser conferidas no nosso orçamento. É importante ressaltar que 17% deste valor cobrirá taxas administrativas da realização da campanha:  10% para o Moip (operadora financeira) e 7% para o Mobilize (plataforma de captação).

Já filmamos com recursos próprios em 9 estados e pretendemos alcançar as regiões norte, centro-oeste e sul para que, de fato, este longa metragem seja representativo da questão no nível nacional. Além disso, outros profissionais serão contratados no momento da finalização do filme (edição, colorimetria, regulagem de som, legendas e design).

Para acessar nosso orçamento:

https://docs.google.com/file/d/0Bz7s8uTp_t0YQXhKejhFUUJBNUk/edit

3 – Porque a campanha está sendo feita em tão pouco tempo?

Em investigações anteriores ao lançamento desta campanha, descobrimos que este tipo de financiamento funciona melhor com um prazo médio de 30 dias. Em campanhas de maior prazo as pessoas tendem a postergar a contribuição e a dinâmica do financiamento se torna morosa. Conhecemos experiências muito bem sucedidas de campanhas para financiamento de filme que foram realizadas em apenas 30 dias e arrecadaram mais de R$ 100.000,00. São elas:  ”Belo Monte: anúncio de uma guerra” e “Domínio Público”.

Veja exemplos bem sucedidos de financiamento colaborativo:

http://catarse.me/projects/459-belo-monte-anuncio-de-uma-guerra

http://catarse.me/pt/dominiopublico

4 – Qual a diferença entre um “hippie” e um “maluco de estrada”?

Acreditamos que o movimento hippie já chegou ao Brasil amplamente traduzido, além de carregado de valores próprios da América Latina. Somado à influências diversas, como as matrizes afro-brasileira e indígena, por exemplo, a roupagem hippie ganha uma nova tradução que convergirá na figura do “maluco de estrada”. O artesanato e o nomadismo têm um papel fundamental neste processo, pois por meio deles se estabelecem uma identidade cultural e o consequente reconhecimento de homens e mulheres enquanto “malucos de estrada”.

5 – Se vocês não conseguirem todo o valor desejado, receberei meu dinheiro de volta?

Não contamos com a possibilidade de conseguir um valor abaixo do desejado. Desta forma, há um mecanismo que garante a devolução das doações em seu valor total, mesmo para quem pagou via boleto bancário.

6 – Quais objetivos vocês esperam com o lançamento deste filme?

Acreditamos que o filme trará novas informações, pontos de vista e esclarecimentos para a sociedade acerca da cultura do “maluco de estrada” , suscitará discussões e reflexões, conferirá visibilidade para a questão e incentivará a realização de novas pesquisas,  passos estes essenciais para o reconhecimento do “maluco de estrada” enquanto uma expressão cultural brasileira. Esperamos também inspirar os espectadores neste modo de vida carregado de liberdade e que muitos, um dia, já pensaram seguir.

7 – O que vocês estão chamando de “ação política”?

O Beleza da Margem, além de ser um coletivo de mídia, é um grupo de pessoas engajadas no processo de luta política e afirmação dos diretos dos “malucos de estrada”. Atuamos nas Audiências Públicas realizadas na Câmara dos vereadores de Belo Horizonte, denunciamos no MP as irregularidades cometidas nas apreensões e colaboramos com a Defensoria Pública na elaboração de vários documentos, além de realizamos outras mobilizações e atos políticos.

Recentemente, uma liminar na justiça obrigou a prefeitura de Belo Horizonte a devolver os materiais apreendidos e garantir o legítimo direito dos artesãos exporem nos locais públicos. Diante de tudo isso, esperamos que o filme seja mais uma ferramenta de transformação do atual contexto de repressão que envolve os “malucos de estrada”.

Hippies retomam mercadorias – Jornal O Tempo

Hippies retomam mercadorias

Decisão liminar autoriza trabalho dos artesãos; prefeitura recorreu
Publicado no Jornal OTEMPO em 01/12/2012
por NATÁLIA OLIVEIRA
FOTO: ALISSON GONTIJO

 

Após decisão judicial, os artesãos da praça Sete, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, recuperaram ontem mercadorias apreendidas por fiscais da prefeitura, devolvidas em 36 sacos. Os confiscos ocorreram em várias fiscalizações feitas no local desde o início do ano. De acordo com o Código de Posturas do município, o comércio nas calçadas – como o realizado pelos artesãos, conhecidos popularmente como hippies – é ilegal.

A liminar foi concedida pelo juiz Gerald Claret de Arantes, da 1ª Vara da Fazenda e Autarquias, no último dia 2 de outubro, em resposta a uma ação impetrada pelos artesãos com a Defensoria Pública. Na decisão, o magistrado afirma que os pertences devem ser devolvidos e que os artesãos podem praticar o comércio na praça. A prefeitura aguarda a resposta de um recurso contra a decisão, impetrado no último dia 22, com base no Código de Posturas do município.

A defensora pública Flávia Marcelle de Morais explicou que entrou com a ação em junho deste ano, com base no fato de que os artesãos não são como os outros comerciantes ambulantes. “Eles não vendem produtos contrabandeados. O que fazem é artesanato. A comercialização na rua faz parte da cultura deles”, disse. Flávia afirmou que vai lutar para que o Código de Posturas seja alterado.

A defensora foi procurada pelos próprios hippies, que disseram ter seus direitos feridos com a apreensão dos artigos. “Esse é o meio de vida que nós escolhemos. Compramos a lã, a pedra e todos os materiais com que fazemos nossas mercadorias aqui. Faz parte de nossa identidade viver na rua”, disse o artesão Wesley Oliveira, 26.

Comemoração. O artesão Gabriel Barbosa, 27, que recuperou ontem parte de suas mercadorias apreendidas, é um dos cerca de 20 que ficam na praça Sete tentando vender suas mercadorias a quem passa.

“Tenho uma filha de 4 anos e sustento minha família com meu artesanato. Quando fiquei sem meus materiais, passei por muitas dificuldades”, desabafou.

Atuação de fiscais gera reclamações
Sem qualquer identificação, as mercadorias que estavam nos 36 sacos devolvidos aos hippies ontem tiveram que ser separadas pelos próprios artesãos. Entre os objetos apreendidos, havia uma Bíblia e um livro.

Os hippies reclamam de que a ação dos fiscais é quase sempre muito violenta. “Eles vêm com a polícia, que nos manda encostar na parede, e saem levando tudo o que nós temos. Não há nenhum diálogo”, reclamou o artesão Arilson Cristo, 42.

Segundo os hippies, muitos pertences pessoais também são apreendidos nas fiscalizações. “Levam nossas mochilas e bolsas, tudo o que a gente tiver. Teve artesão que já perdeu até mesmo documentos nessas ‘batidas’”, contou Messias Tavares, 17.

Outro lado. A prefeitura nega que tenha havido violência nas fiscalizações. Por meio da assessoria de imprensa, o órgão afirmou que as mercadorias ficam sem identificação porque os hippies correm durante a fiscalização, para evitar pagar multa de R$ 1.200 pelo comércio ilegal. (NO)

Devolução dos artesanatos apreendidos pela prefeitura de Belo Horizonte

 

Chega junto pessoal, amanhã será um momento histórico na cidade de Belo Horizonte.

Devolução em massa dos artesanatos apreendidos pela prefeitura, exposição fotográfica sobre a cultura dos “Malucos de Estrada”, ciclos de debate problematizando a questão, exibição de documentários inéditos sobre os artesãos e lançamento da campanha de financiamento colaborativo para realizar um documentário sobre a cultura dos artesãos de rua no Brasil.

Onde: Praça Sete, centro da cidade, quarteirão fechado da rua Rio de Janeiro
Quando: Sexta Feira, 30 de novembro 2012
Horário: 15h às 20h

38 “hippies” presos no jardim da igreja São José em 1978 – Um estudo de caso – 1°Parte

Jornal “Diário da Tarde” -Belo Horizonte – 1978

“Prisão de 38 Jovens no jardim da São José”

                      

Raro “registro” da repressão aos “hippies” na década de 70, em Belo Horizonte, e que nos dias de hoje ganha enorme importância como estudo de caso e material de pesquisa sobre o tema. Iremos retirar alguns trechos das matérias e analisar*:

*Nossas observações estão em marrom.

“Prisão de 38 Jovens no jardim da São José”

“As pessoas que passaram nos jardins da igreja São José, entre 15h45m e 16h de ontem, ficaram surpresas ao ver tantos homens fortes firmando pelos braços mocinhas e rapazes mal vestidos (1), para, em seguida, sair com eles em alguns carros, com placas de cidades vizinhas a Belo Horizonte (2).”

1- Detalhe para o “mocinhas e rapazes mal vestidos”, típico preconceito que até hoje persiste. 

2- Em nossas entrevistas audiovisuais com artesãos desta época (década de 70) é comum ouvir relatos de serem levados por carros com placas de outras cidades. Em geral eram levados a delegacias de cidades vizinhas, tinham sua identidade checada, era comum haverem sessões de tortura ou então eram abandonados na estrada, com aviso para que não voltassem.

“Segundo informações do delegado Genésio Ferreira, ele recebeu uma queixa feita à Inspetoria de Detetives, dizendo que “rapazes e moças em promiscuidade(1) estavam sentados nos arredores da igreja de São José, o que representava uma afronta aos fiéis(1), com total falta de respeito às senhoras.””

1- Ou seja, o simples fato de existirem e serem diversos dos padrões morais e culturais da época o tornavam uma afronta à sociedade.

“Um tapa

Na luta do delegado Marcos com os rapazes, ele levou um tapa no rosto. E quem esbofeteou o policial foi uma moça morena, alta, com vestido longo. O delegado ficou bastante vermelho e continuou perseguindo a moça, entre gritos e choros (1). Um homem mais limpo que os rapazes (2) pedia calma.”

1- Fica claro que houve resistência por parte dos artesãos, o que não podemos esclarecer, já que a matéria não cita a origem do conflito, é o que motivou uma moça “hippie” a bater em um delegado policial em plena ditadura. Dificilmente a reportagem penderia a favor dos “hippies”, mas podemos supor que ela tenha sofrido alguma agressão primeiro.

2- A associação entre o “hippie” e sujeira continua viva nos dias de hoje, é apenas mais um dos estigmas que se perpetuam pela falta de informação e o preconceito da sociedade.

“Os rapazes e moças iam sendo colocados em carros chapas-frias (1). Numa Rural Willys, JJ-9256 de Crucilândia, foram colocadas aproximadamente dez pessoas. Antes de serem levados para a 2° Delegacia Metropolitana, outros para a Divisão de Tóxicos, tiveram liberdade para apanhar o material que estavam vendendo (2).”

1- Mais uma vez menção ao uso de carros a paisana.

2- Ah, essa é uma das que eu mais gosto. A repressão nada tinha haver com os artesanatos que eles produziam ou com o fato de venderem na rua. Esta passagem deixa claro que a repressão era, como até hoje é, ideológica.

“Já há mais de uma semana os jardins da igreja de São José receberam boa quantidade de rapazes e moças, que se consideram andarilhos (1) e que, para sustento, fabricam em metal e couro, anéis, cordãozinhos, braceletes, pulseiras e bolsas.”

1- Observem que já nesta época (1978) os popularmente conhecidos como “hippies”  já se apresentavam como artesãos e andarilhos (nômades).

“…um deles diz que a noticia (2) de que a turma estava vendendo bem em Belo Horizonte (1) se espalhou por todo o país (2)…”

1- Em nossas pesquisas e entrevistas com os artesãos, Belo Horizonte sempre é citada como uma das melhores capitais do país para expor artesanato.

2- Pode ser que nessa época ainda não existisse o termo “Rádio Cipó” (nome pelo qual os artesãos se referem a narrativa oral da cultura), mas ela já funcionava muito bem.

“Entre os 38 presos, estão moças e rapazes do Chile, do Uruguai, Paraguai, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina, de Belo Horizonte e algumas cidades do interior do estado (1).

1- Assim como nos dias de hoje, naquela época já era evidente o multiculturalismo e a condição nômade dentro do movimento.

“As gaúchas e uruguaias sempre se dirigiam à polícia por “chê” (1). ”

1- Multiculturalismo e intercâmbio cultural.

“Na 2° Delegacia Metropolitana…os rapazes tiveram que tirar a roupa em um pequeno pátio do prédio…Os rapazes tiraram a roupa, algumas bastante rasgadas (1), mas a policia não encontrou as anunciadas drogas e maconha (2).”

1- A reportagem cismou com a roupa da galera hein?!

2- Historicamente a questão das drogas foi e continua sendo usada para criminalizar o movimento. E também para legitimar o preconceito e estranhamento da sociedade com relação ao tema. Em nossas pesquisas encontramos diversos artesãos que fazem uso de drogas (a maioria deles fazendo uso excessivo de drogas legalizadas como álcool e nicotina) e também encontramos diversos artesãos abstêmios, sem vícios. As drogas não um privilégio da cultura dos artesãos nômades, nem tão pouco uma condição nata de seus membros.

“Já Paulo Eustáquio Diniz é da capital. Ele afirma que esteve na Praça da Liberdade quinta-feira, para vender seus trabalhos, mas segundo ele lá “só havia bijouterias” (1).”

1- Neste trecho o artesão informa que foi a praça da Liberdade (praça onde se realizava a famosa “Feira Hippie”), mas que não se identificou com o local devido a maciça presença de “bijouterias”. Um aviso, nunca se refira ao artesanato de alguém como “bijouteria”, é extremamente ofensivo. Para um artesão nômade, bijouteria é também conhecido como “fuleiragem” e representa a industria, a cópia, o artificial.

Outro dado importantíssimo que podemos extrair desta fala, é que apenas 7 anos após a prefeitura regulamentar o espaço original dos artesãos nômades, conhecido na cidade como “Feira Hippie” e realizada na praça da Liberdade, ela já se encontrava descaracterizada e não era mais reconhecida como local desta cultura. Isso justifica a migração para os jardins da igreja de São José e que posteriormente passaria a ser a praça Sete.

“O vereador Paulo Portugal (do Arena), ao ser perguntado se teria ele pedido providências à polícia para retirar dos jardins da igreja os “hippies”, respondeu: “Acho que eles até poderiam ficar aqui. Mas não respeitam as pessoas, ficam maconhados e deram para levantar vestidos de moças. Até de uma irmã de caridade eles levantaram a saia… (1)”

1- Não podemos comprovar a veracidade deste hábito na época, este é o único registro com essa acusação. Mas em nossas pesquisas e registros jamais presenciamos um artesão levantar a saia de alguém ou ouvimos qualquer relato sobre isto. Nos parece mais um pretexto moralista para reforçar o preconceito sobre o grupo.

Em breve, a segunda parte deste estudo.

3 anos de blog e o que aconteceu com a exposição fotográfica apreendida em 2009 ?

Demorou 3 anos, mas por fim a justiça ordenou que a prefeitura devolvesse a exposição fotográfica ”a beleza da margem, à margem da beleza”.

Infelizmente a prefeitura já havia se desfeito do material. Segundo a gerência de fiscalização da prefeitura, as fotografias e a estrutura da exposição foram doadas no dia 24 de dezembro de 2009 à Sociedade São Vicente de Paula.

Nos foi entregue o documento abaixo, que confirma a doação:

 

 

 

Apreensão da exposição fotográfica em 2009 – Abuso de poder e repressão

Clique aqui para conhecer esta história.

O resgate dos artesanatos apreendidos

Segundo a liminar judicial determina, os artesãos que possuem o auto de infração podem fazer a retirada dos artesanatos apreendidos mediante a apresentação do documento. Porém, pouquíssimos são os artesãos que receberam tal documento, já que um dos abusos cometidos pela fiscalização era se negar a entrega-lo. Quem tem, é porquê acionou a policia (que muitas vezes se negou a interferir, colaborando com a ilegalidade) ou mobilizou a população, pressionando e conseguindo o documento.

Até o presente momento foram feitos 3 resgates artesanais, porém, segundo dados da prefeitura, existem aproximadamente 30 sacolas de auto de apreensão sem identificação. A Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (autora da Ação Civil Pública) propôs a prefeitura uma retirada em massa dos artesanatos, sob a responsabilidade da Defensoria realizar a entrega aos artesãos.

Nos primeiros dias a prefeitura se mostrou favorável a ideia, mas com o tempo passou a criar dificuldades e esta se negando a cumprir a decisão judicial. A Defensoria promete acionar o juiz Geraldo Claret de Arantes, para que a prefeitura cumpra a decisão liminar. Importante lembrar que a prefeitura receberá uma multa de R$5.000 por cada dia que não cumprir a decisão.

Em breve, mais noticias.

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